Carta aberta

Carta aberta aos editores/publicadores do blogue «Causa Nossa» Ana Gomes (AG), Jorge Wemans (JW), Luís Filipe Borges (LFB), Luís Nazaré (LN), Luís Osório (LO), Maria Manuel Leitão Marques (MMLM), Vicente Jorge Silva (VJS) e Vital Moreira (VM)

Como será fácil de depreender sou jornalista. E, com 20 anos de profissão acumulei já alguma experiência e uma enorme capacidade de digerir o que, à partida, parece ou é indigesto. Sei também que a opinião individual é isso mesmo individual... todavia não posso deixar de enviar-vos umas palavras sobre a entrada de 22 de Novembro de 2006, subscrita pelo Professor Doutor Vital Martins Moreira um dos editores/publicadores do blogue «Causa Nossa».
O post - como é usual chamar-se a estas coisas no universo da blogoesfera - tem por título «Privilégios jornalísticos» e nele lê-se o seguinte: «Confesso que admiti ingenuamente que os jornalistas não iriam protestar contra o fim do seu regime especial de medicina convencionada, à margem do SNS, pago pelo Estado - tal é a sua insustentabilidade. Pois enganei-me redondamente. Ainda por cima, o protesto não poderia ser mais corporativista na defesa de uma manifesta situação de privilégio profissional, que nada justifica. Decididamente, para os beneficiários todos os privilégios são direitos».
Perante tal opinião várias alegações me passaram pela cabeça, mas, por causa da tal experiência acumulada, optei por considerar que o Professor Doutor Vital Martins Moreira desconhecia ou tinha falta de informação sobre a matéria em questão.
Assim, sem me alargar muito apenas recordo que, criada em 1943, a Caixa dos Jornalistas tem acompanhado as diversas visões políticas dos governos e que, actualmente, apresenta duas vertentes, uma de Segurança Social, que assegura os pagamentos de prestações como o subsídio de desemprego, de maternidade e de doença, e outra de Saúde, que assegura a comparticipação das despesas de saúde, com base numa tabela acordada com o Ministério da Saúde.
Digo-vos ainda que o nosso «protesto corporativista», conforme o Professor Doutor Vital Martins Moreira, não é pela manutenção crua de privilégios adquiridos, mas por uma assistência médica que responda com eficácia a um quadro de identificadas doenças profissionais que, sem dramatismos, em alguns casos, (mais que os desejados) nos abreviam a vida.
A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas – como a entendemos sem corporativismos - faz parte do património dos profissionais de informação e não é um privilégio. É, aliás, importante que se perceba, que a Segurança Social dos Jornalistas é exactamente a mesma de todos os cidadãos portugueses, onde Senhor Professor Doutor Vital Martins Moreira e restantes editores/publicadores do blogue «Causa Nossa» me incluo, porque jornalista me confesso.
Sem me querer alongar mais e depois de muito reflectir, não posso deixar de me dirigir ao Senhor Professor Doutor, subscritor do post para lhe dizer que, sinceramente, espero que a sua opinião não esteja relacionada com o Despacho nº 20 978/2006, com chancela do Ministro da Saúde, António Fernando Correia de Campos, publicado no Diário da República, 2ª Série – Nº 199 – 16 de Outubro de 2006, onde se encontra a sua nomeação para presidir ao conselho consultivo do Centro Hospitalar de Coimbra, cuja cópia segue justaposta.

Certa da vossa atenção
Despeço-me, atenciosamente
Isabel Carvalho

Novidades na Internet

«O que é bom é para se ver», diz a sabedoria popular. E, calha que, apesar de não subscrevermos na íntegra a afirmação, partilhamos, no mínimo, a ideia de que há muitas coisas na vida e neste universo cibernético que merecem ser conhecidas. Tal é o caso de um novo espaço de informação que dá pelo nome de odiario.info
Na sua apresentação dizem-nos os editores/autores (José Paulo Gascão, Miguel Urbano Rodrigues e Rui Namorado Rosa) que «o caos que assinala o início do século XXI é inseparável da crise estrutural do capitalismo que, incapaz de encontrar soluções para os problemas por ele criados, entrou numa fase de desespero, caracterizada por uma agressividade permanente. A crise económica prolonga-se e aprofunda-se a nível global, com extremada concentração do capital e exploração do trabalho, e a irreversível delapidação de recursos e do capital natural. As guerras chamadas «preventivas» sucedem-se, qual delas mais irracional. Após a invasão e ocupação do Afeganistão, o imperialismo transformou o Iraque num cenário de horrores. Nessa escalada de violência coube a Israel, aliado incondicional e instrumento das forças mais obscurantistas dos EUA, desencadear contra o povo do Líbano uma agressão genocida que, pela barbárie dos bombardeamentos de cidades e aldeias indefesas, avivou a memória de crimes contra a humanidade cometidos pelo III Reich nazi.O controle hegemónico exercido pelo imperialismo sobre o sistema mediático, neste tempo de informação instantânea e de difusão planetária, funciona como complemento dessa estratégia de loucura que tem o seu pólo mais proeminente em Washington. No tocante ao Médio Oriente, a deformação dos acontecimentos atingiu tal nível de perversidade que os audiovisuais e os grandes jornais do mundo capitalista trataram de apresentar o agressor, o Estado sionista de Israel, como vítima em luta desesperada pela sobrevivência, e as vítimas reais, os povos do Líbano e da Palestina, como actores de uma conspiração terrorista contra o Ocidente civilizado e democrático».
Ora, segundo a mesma fonte, «é neste contexto de perfídia desinformativa que odiario.info surge e toma lugar na trincheira dos que procuram fazer da reflexão serena e lúcida a arma utilizada no combate em busca da verdade possível, e pela compreensão da tragédia que ameaça a humanidade para que ilumine os caminhos de saída desta crise... Somos um sítio web português, mas simultaneamente aberto ao mundo, consciente de que a concretização das aspirações sintetizadas no lema «outro mundo é possível» passará inevitavelmente pelo reforço do internacionalismo, um internacionalismo actuante, humanista e solidário. Essa opção é, aliás, a do núcleo de colaboradores especiais que nos apoiam, quase todos intelectuais revolucionários e personalidades de prestígio internacional»...
Assim, para despertar a curiosidade dos nossos leitores propomos já a prosa de Sílvia Ribeiro, investigadora mexicana intitulada «Biocombustíveis e verdades convenientes» onde a autora nos fala dos «biocombustíveis, aclamados pelas multinacionais dos agronegócios e por alguns ambientalistas, que acarretam novos choques nefastos para os pobres dos meios rurais e para o ambiente, ao mesmo tempo que aumentam a dependência dos países do sul»…
Um artigo esclarecedor para ler em http://www.odiario.info

O SABER NÃO OCUPA LUGAR

Deambular pelo ciberespaço é uma actividade que consideramos produtiva se com isso alargarmos os nossos conhecimentos. E, neste caso, calhou de feição, o excerto que abaixo reproduzimos... Encontrámo-lo em http://www.vermelho.org.br/museu/principios/anteriores.asp?edicao=71&cod_not=230 e diz o seguinte:

A ideia de globalização foi criada por economistas de direita nos EUA, e estimulou mundo afora a fabricação de teorias úteis aos patrões e donos do dinheiro – Armen Mamigonian (professor do departamento de geografia da Universidade de São Paulo).
Este pensamento interessante deste professor e investigador de invejável curriculum, é a ponta de um iceberg, que aparece contextualizado e fundamentado num artigo, intitulado “Imperialismo – Universidade e pensamento crítico” para ler em:
Nele escreve Armen Mamigonian que “o maior inimigo da humanidade, o mais destrutivo e o mais corruptor, é actualmente o imperialismo norte-americano. Mas ele é celebrado pelos seus intelectuais domesticados, tanto na metrópole quanto na periferia, como defensor da democracia e da liberdade, assim como havia se erigido em defensor da “civilização ocidental e cristã” após a segunda guerra mundial, diante do chamado “perigo” soviético. Hoje em dia, seus intelectuais se esforçam em eliminar do vocabulário académico expressões como imperialismo, centro-periferia, Terceiro Mundo, socialismo, etc. Chegaram perto de obter êxito, usando o rolo compressor do “pensamento único”, expressão cunhada por Ignácio Ramonet, do jornal Le Monde Diplomatique. Mas para aqueles que não são ingénuos, nem incautos, o terrorismo do chamado pensamento único não foi surpreendente”.

Um artigo a não perder, porque a consciência crítica brota do saber adquirido.

REGRESSO

A ausência foi grande, mas vários acontecimentos o justificaram. Assim, aos nossos amigos e aos leitores casuais pedimos desculpas, mas outros valores se ergueram. Todavia, agora voltámos às lides normais, que é como quem diz, aos contributos regulares dentro do espírito calhanário que continuamos a querer preservar.

AVISO À NAVEGAÇÃO

Mercê de diversas chamadas de atenção por parte de alguns dos frequentadores desta página, sublinhamos que este blogue e as suas duas extensões "Fotocanto" e a "Cantar ao sol e à lua" são do tipo "calhanário", ou seja, não se obrigam a uma actualização regular... Desta feita, informamos que continuarão a viver a este ritmo, porque esse é o nosso desejo... De qualquer modo agradecemos os reparos, pois é sinal que temos leitores fiéis... pena temos que muitos não nos deixem os seus comentários ...

A primeira sociedade autónoma com base em hidrogénio

A pequena ilha Utsira na Noruega, onde se registam ventos potentíssimos durante todo o ano, tornou-se na primeira sociedade independente de fontes de energia fósseis.
A partir do dia 1 de Julho de 2004, esta ilha passou a contar com a produção de energia eléctrica a partir de dois aerogeradores e um tanque de hidrogénio.
Por muito estranho que pareça a algumas pessoas foi o próprio Ministro do Petróleo norueguês que inaugurou a central de produção energética de Utsira. Apesar de Utsira registar vento em todos os dias do ano, excepto três ou quatro, o tanque de hidrogénio está lá para resolver esse problema e assim um dos aerogeradores é capaz de fornecer energia para os dez fogos do projecto e produzir hidrogénio. O outro aerogerador é utilizado para injectar electricidade na rede exportando electricidade verde para outros consumidores.
O hidrogénio tem aqui o papel até agora desempenhado pelos combustíveis fósseis em projectos similares e mesmo que pareça que o recurso eólico é mais do que suficiente, existem sempre situações - excesso de vento - que exigem uma fonte independente do clima.
Existem 20 milhões de pessoas a viverem em ilhas na UE e esta solução pode ser muito boa para estas comunidades, contribuindo assim para a diminuição das emissões e da dependência de combustíveis fósseis.

Publicado: Portal das Energias Renováveis - www.energiasrenovaveis.com

(Perante este exemplo, não podemos deixar de perguntar, se este tipo de produção de energia só se aplica aos ilhéus? Acreditamos que não. E, não excluímos a hipótese da sua aplicabilidade, por exemplo, num território como o português. Mas, porque não ouvimos nunca uma palavra sobre uma tal teconologia?)

Dia do Trabalhador


Viva a luta dos trabalhadores
em todo o Mundo
Viva o 1º de Maio


No mundo do trabalho, no que é fundamental, as vitórias não se alcançam de um dia para o outro, nem têm expressão em cifrões no dia seguinte.É preciso combater a descrença e o desânimo, com solidariedade, com unidade dos trabalhadores, com luta!

A luta dos trabalhadores e dos seus sindicatos tem sido um factor determinante para impedir um ainda maior agravamento das suas condições de vida e de trabalho e o agudizar dos problemas do País.

No Dia do Trabalhador, a CGTP-IN saudou os trabalhadores portugueses, reafirmando que este é o caminho que temos de prosseguir, ainda com mais vigor e determinação, numa acção cimentada na unidade e no reforço dos laços de solidariedade entre os diversos sectores de actividade, que conjugue e faça convergir as principais reivindicações dos trabalhadores do sector público e privado, e em que todos se sintam envolvidos nas mesmas causas e objectivos.

E foi assim sob o lema “Dignidade no Trabalho, Emprego, Salários e Direitos” , que muitos milhares de trabalhadores, de reformados e de jovens encheram as ruas proclamando e exigindo a concretização de medidas que a maior central sindical portuguesa, a CGTP-IN reputa de prioritárias…

E neste dia comemorativo, mas também de luta, porque somos trabalhadores, estivemos no Estádio 1º de Maio, descemos as avenidas da Igreja e do Brasil e ouvimos Carvalho da Silva na alameda da Cidade Universitária.