Uma realidade escamoteada
A ciência estuda, aprofunda e traça cenários, enquanto os governantes guardam no fundo das gavetas os relatórios e procedem como se nada estivesse a acontecer. E, está....
Em Portugal estamos perante um cenário de seca que se desenhava há muito, mas só agora, de afogadilho, se tenta mitigar a inépcia das sucessivas tutelas, cujo grande feito “histórico” se fixa na construção da grande Barragem de Alqueva que, infelizmente, é só um grandioso reservatório de água, que ainda não serve a ninguém.
Entretanto, nas outras barragens, a água não sobe, porque a chuva teima em não cair do céu. Todavia, apesar da situação ser preocupante na totalidade do território nacional, dizem-nos que “a existirem restrições no consumo só lá para Outubro”...
Com este quadro, cada um é livre de tirar a sua conclusão, a nossa é que neste País há muita coisa a mover-se à velocidade do caracol... Muita e não tudo, porque como se pode ler no artigo que recuperámos, a comunidade científica nacional tem-se esforçado para alertar as consciências quer dos centros de poder e decisão quer dos cidadãos, juntando a sua voz à da comunidade científica internacional, também ela preocupada...
Senão, vejamos.
Mais calor e menos chuva
O aquecimento global está em aceleração. Esta é a conclusão que cientistas de todo o Mundo tiram dos seus estudos, incluindo os portugueses.
As observações portuguesas confirmam taxas de aquecimento acima da média global e os cenários analisados apontam para alterações climáticas, nomeadamente, para uma alteração do “regime de precipitação”, quer com redução da estação chuvosa quer com redução da quantidade de chuva.
Aspectos que, em termos de florestas, colocam questões e obrigam a uma cuidada reflexão… Mas, comecemos pelas informações que a ciência nos dá.
As alterações climáticas em Portugal estão a ser estudadas desde 1999, por uma equipa de cientistas nacionais de várias áreas do saber, que integram o projecto SIAM, sigla inglesa de “Cenários, Impactes e Medidas de Adaptação”, financiado pela Fundação Gulbenkian e Fundação para a Ciência e Tecnologia. A tutela é da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, estando a sua coordenação sob a alçada de Filipe Duarte Santos.
O projecto que vai na sua segunda fase, veio revelar que “a médio e a longo prazo, as ondas de calor, como as do Verão de 2003, vão tornar-se mais frequentes… que vai chover menos e que até ao final do século XXI, o nível da água do mar vai subir cerca de 50 centímetros e que um em cada cinco dias poderá ter temperaturas acima dos 35 graus”.
Na realidade, no estudo estima-se que Portugal poderá registar “60 a 70 dias por ano, com temperaturas acima dos 35 graus, quando, no presente, isso acontece, em média, entre dez e 15 dias por ano”.
O estudo incide ainda sobre sectores sócio-económicos e sistemas biofísicos, entre os quais: recursos hídricos, zonas costeiras, agricultura, saúde humana, energia, biodiversidade, pescas e florestas, sendo que no SIAM II a grande novidade é a definição de cenários para o futuro, cujo objectivo é mostrar que as alterações climáticas podem desenvolver-se e afectar Portugal e o Mundo.
Para os interessados é de notar que os resultados da segunda fase do SIAM vão ser publicados em livro, tal qual como os resultados do SIAM I o foram em 2001.
Florestas e alterações climáticas
O grupo de trabalho do SIAM que se debruçou sobre a floresta ainda não deu por concluídos os seus estudos, pelo que não apresentou conclusões definitivas, quanto ao impacto que as alterações climáticas aí terão. No entanto, há especialistas internacionais que admitem como provável a adaptação das espécies, pois elas são hoje o resultado de um longo e sistemático aproveitamento das situações (boas e adversas) que se lhes foram oferecendo, proporcionando-lhes até especificidades que denotam o seu grau de “inserção” no meio onde sobrevivem.
Sem colocar em causa o que os especialistas afirmam, para o leitor leigo há algo que ressalta destas palavras. É que, a chave desse processo adaptativo parece estar no tempo que cada espécie levará a “reconciliar-se” com o seu novo habitat, pois a história do planeta diz-nos que algumas escaparão e muitas perder-se-ão.
A floresta é, contudo, importante para a nossa sobrevivência e para a nossa qualidade de vida, embora, nos últimos anos, tenha sofrido danos incalculáveis em termos de área ardida e em termos da destruição de espécies singulares em Portugal e em outras partes do Mundo.
Destruição ambiental
Os incêndios florestais considerados catástrofes naturais são, na prática, encarados de forma diferente, comparativamente, com um terramoto ou uma inundação.
Tidos como dos mais graves eventos naturais quer pela frequência quer pela extensão, têm na sua origem causas diversificadas. Entre as comummente apontadas coexistem duas: as condições meteorológicas e climáticas adversas e a acção do ser humano, seja pela pressão ambiental seja pela intervenção criminosa.
Em Portugal a sua distribuição espacial tem sacrificado, quase por norma, o Norte e o Centro do País, enquanto a sua distribuição temporal se fixa entre os meses de Julho, Agosto e Setembro. E, se em termos temporais a regra se cumpre, em termos geográficos, a excepção tornou-se um facto entre nós no Verão de 2003 e já no de 2004, com o Sul a arder.
Um Sul que, inexplicavelmente, as autoridades nacionais entenderam ter um “risco muito baixo de incêndios”. O que motivou criticas dos autarcas sulistas que, desde cedo, se queixaram de discriminação.
O representante dos municípios do distrito de Portalegre, por sinal, um dos mais atingidos pela tragédia, veio mesmo alertar para “a exclusão do Alentejo da operação Presença Solidária, apesar de existirem várias unidades militares em Elvas e Portalegre”.
A vigilância da floresta é fundamental. A prevenção dos fogos florestais também. Afinal, quando arde uma floresta põe-se em causa o equilíbrio ambiental.
A título de exemplo é de referir que “um dos efeitos directos dos fogos é a produção de gases derivados da combustão, entre os quais se encontram, sobretudo, vapor de água e dióxido de carbono e, cada hectare de floresta queimada, liberta até 200 toneladas de dióxido de carbono”, segundo defendem cientistas internacionais. O que, nos dias que correm, é preocupante, pois o dióxido de carbono é o mais directo responsável pela destruição da camada de ozono e, consequentemente, pelo aquecimento global do planeta.
No contexto português, conforme os cenários climáticos avançados pelos cientistas do SIAM e conforme a devastação que vamos enfrentando, talvez fosse aconselhável, todos, sem excepção, ouvirmos o que nos diz a ciência. E, quem sabe, assim repensarmos a nossa floresta, a ocupação dos nossos solos e até as quantidades de resinosas e folhosas que deveremos ter no futuro.
Será que é de manter o pinheiro bravo com 30 por cento de ocupação da nossa área total de povoamentos florestais? Ou, haverá espaço em Portugal para diversificar as espécies, para repovoar e, em alguns casos, reintroduzir, de forma racional e equilibrada, as denominadas espécies autóctones?
Texto de Isabel Carvalho,
publicado Jornal “A Voz do Operário”
Cantar ao Sol e à Lua é o nosso blog das palavras singelas, das figuras polémicas, dos amantes da justiça e da LIBERDADE. É o blog da "música" que transporta a palavra. É o blog dos poetas que dizem melhor que nós próprios, o que nos vai na alma. É ainda o blog onde se diz o que se pensa e se pensa o que se vive. É, por último, o blog "calhanário" (termo preferido do escitor Manuel da Fonseca) onde se escreve quando calha... não o que calha, mas fora da calha...

Neste dia especial... 11 Abril... impõe-se-nos a ternura... aos nossos progenitores uma rosa e um poema...
CHORO DAS ROSAS
Fecham-se na noite fria
rosas imaculadas e singelas,
perdem no murcho a alegria
mas não deixam de ser belas.
O orvalho do nocturno relento
orvalhadas deixa as flores
que afagadas pelo suave vento
cintilam com variegadas cores.
Poisa o luar na noite estrelada
sobre jardim de flores mimosas,
seu brilho expande até à alvorada
e aviva o choro das lindas rosas.
Amanhece o dia em cantante aurora
e nos cerros desponta o sol a brilhar,
acorda a Natureza campos fora
e as rosas animam e param de chorar.
José Rafael
(Mais poesias do autor no blog Mira da Serra... é só clicar no link)
NOVO CÓDIGO DA ESTRADADA
O perigo está nos comportamentos
O novo Código da Estrada com regras mais severas e multas mais pesadas incide sobretudo nos comportamentos perigosos dos condutores, mas também dos peões.
As grandes modificações introduzidas pelo Decreto-Lei, que altera o anterior Código da Estrada, pretendem agir sobre o excesso de velocidade, a condução sob o efeito do álcool e de drogas, manobras perigosas e/ou a violação de regras de segurança, onde se incluem tanto condutores como peões. Estes últimos, o elo mais vulnerável desta cadeia, onde o carro se perfila como uma máquina diabólica capaz de matar, tanto os que o usam como os que lhe aparecem pela frente. E, porque nesta matéria os condutores são sempre os melhores informados, importa alertar o peão para certos comportamentos que lhe determinam a morte ou a vida.
Para o peão há então, neste código, artigos e alíneas que lhe são inteiramente dedicadas. Entre o conjunto está o artigo 101, que estabelece que “os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente; que o atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível; que só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para o efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 metros, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem; que não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito”. E, em todas as situações previstas, o infractor incorre numa coima que vai dos 10 aos 50 euros.
As premissas apontadas, neste caso concreto, visam a segurança dos peões que, em caso de acidente, passam também a ser submetidos aos diferentes exames consagrados na Lei, designadamente, o de pesquisa de álcool.A tentativa é, em suma, a de civilizar os comportamentos de todos os que usam as estradas, caminhos e ruas, pena é que para atingir os objectivos o grau da repressão precise de aumentar, quando afinal o que está em causa é o respeito por nós e pelos outros.
O novo Código da Estrada com regras mais severas e multas mais pesadas incide sobretudo nos comportamentos perigosos dos condutores, mas também dos peões.
As grandes modificações introduzidas pelo Decreto-Lei, que altera o anterior Código da Estrada, pretendem agir sobre o excesso de velocidade, a condução sob o efeito do álcool e de drogas, manobras perigosas e/ou a violação de regras de segurança, onde se incluem tanto condutores como peões. Estes últimos, o elo mais vulnerável desta cadeia, onde o carro se perfila como uma máquina diabólica capaz de matar, tanto os que o usam como os que lhe aparecem pela frente. E, porque nesta matéria os condutores são sempre os melhores informados, importa alertar o peão para certos comportamentos que lhe determinam a morte ou a vida.
Para o peão há então, neste código, artigos e alíneas que lhe são inteiramente dedicadas. Entre o conjunto está o artigo 101, que estabelece que “os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente; que o atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível; que só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para o efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50 metros, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem; que não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito”. E, em todas as situações previstas, o infractor incorre numa coima que vai dos 10 aos 50 euros.
As premissas apontadas, neste caso concreto, visam a segurança dos peões que, em caso de acidente, passam também a ser submetidos aos diferentes exames consagrados na Lei, designadamente, o de pesquisa de álcool.A tentativa é, em suma, a de civilizar os comportamentos de todos os que usam as estradas, caminhos e ruas, pena é que para atingir os objectivos o grau da repressão precise de aumentar, quando afinal o que está em causa é o respeito por nós e pelos outros.
TEMPO DE SECA
As previsões climáticas para Portugal não são animadoras.
A falta de chuva está a causar graves prejuízos na agricultura e tem já reflexos no abastecimento de água às populações.
Neste quadro as previsões do Instituto de Meteorologia (IM) apontam para fracos índices de chuva no decorrer deste mês e também no de Abril, que este ano serão mais secos que o normal.
O período que vivemos é de seca.
Os portugueses sabem-no bem, mesmo que as instituições competentes deste país tentem escamotear o problema e, como sempre, esconder a cabeça na areia como o avestruz.
Com este quadro, resta ao cidadão a dúvida: será que o fazem por incompetência, por falta de meios ou porque planear dá muito trabalho ou porque, eventualmente, não vale a pena antecipar os problemas, quando somos tão bons a “desenrascar” soluções de recurso.
Seja como for, a situação é preocupante e não é de agora, contudo, como é da tradição portuguesa só se colocam trancas nas portas depois da casa roubada. E, o resultado está à vista, aquilo que podia estar estudado, salvaguardado e com soluções estruturadas e sustentadas, descamba agora para uma situação muito aguda com todos a tentarem salvar a sua “quintinha”, depois de terem passado décadas a ignorar os avisos que chegaram da comunidade científica nacional e internacional.
Foram muitos os avisos que definiam a seca como um fenómeno recorrente das profundas alterações climáticas operadas no planeta, as quais, tendencialmente, têm frequências e gravidade crescentes.
São, aliás, da comunidade científica os alertas, em todas as línguas, que nos dão conta das “fortes probabilidades de ocorrerem situações extremas de frio, de calor, de ventos fortes, de chuvas e de secas”. Isto, porque estes homens e mulheres têm, como mais nenhuns, a consciência e o conhecimento de que as alterações climáticas são reais e têm repercussões à escala mundial.
Neste quadro, os cientistas portugueses não escondem essa percepção e dizem que Portugal está há 30 anos a mudar.
Assim, triste... triste, é verificar que quem nos governa anda há 30 anos a viver num outro planeta que não a Terra.Para já, enquanto uns dormem na formatura é preciso agir.
A falta de chuva está a causar graves prejuízos na agricultura e tem já reflexos no abastecimento de água às populações.
Neste quadro as previsões do Instituto de Meteorologia (IM) apontam para fracos índices de chuva no decorrer deste mês e também no de Abril, que este ano serão mais secos que o normal.
O período que vivemos é de seca.
Os portugueses sabem-no bem, mesmo que as instituições competentes deste país tentem escamotear o problema e, como sempre, esconder a cabeça na areia como o avestruz.
Com este quadro, resta ao cidadão a dúvida: será que o fazem por incompetência, por falta de meios ou porque planear dá muito trabalho ou porque, eventualmente, não vale a pena antecipar os problemas, quando somos tão bons a “desenrascar” soluções de recurso.
Seja como for, a situação é preocupante e não é de agora, contudo, como é da tradição portuguesa só se colocam trancas nas portas depois da casa roubada. E, o resultado está à vista, aquilo que podia estar estudado, salvaguardado e com soluções estruturadas e sustentadas, descamba agora para uma situação muito aguda com todos a tentarem salvar a sua “quintinha”, depois de terem passado décadas a ignorar os avisos que chegaram da comunidade científica nacional e internacional.
Foram muitos os avisos que definiam a seca como um fenómeno recorrente das profundas alterações climáticas operadas no planeta, as quais, tendencialmente, têm frequências e gravidade crescentes.
São, aliás, da comunidade científica os alertas, em todas as línguas, que nos dão conta das “fortes probabilidades de ocorrerem situações extremas de frio, de calor, de ventos fortes, de chuvas e de secas”. Isto, porque estes homens e mulheres têm, como mais nenhuns, a consciência e o conhecimento de que as alterações climáticas são reais e têm repercussões à escala mundial.
Neste quadro, os cientistas portugueses não escondem essa percepção e dizem que Portugal está há 30 anos a mudar.
Assim, triste... triste, é verificar que quem nos governa anda há 30 anos a viver num outro planeta que não a Terra.Para já, enquanto uns dormem na formatura é preciso agir.
O QUE TODOS DEVEMOS FAZER EM TEMPO DE SECA
Autoclismos
* ajuste do autoclismo para o volume de descarga mínimo (quando aplicável);
* uso de descarga de menor volume, ou interrupção da descarga, para usos que não necessitem da descarga total (e.g. urina);
* colocação de lixo em balde apropriado a esse fim, evitando deitar lixo na bacia de retrete e a descarga associada;
* redução do volume de armazenamento (colocando garrafas, pequenas barragens plásticas, etc.), evitando no entanto usar objectos que se deteriorem ou que impeçam o bom funcionamento dos mecanismos;
* não efectuar descargas desnecessárias do autoclismo;
* reutilização de água de outros usos para lavagem da bacia de retrete (em situações de escassez);
* aquisição ou substituição de autoclismos, eventualmente associados a retretes específicas, mais eficientes.
Chuveiros
* utilização preferencial do duche em alternativa ao banho de imersão;
* utilização de duches curtos, com um período de água corrente não superior a 5 minutos;
* fecho da água do duche durante o período de ensaboamento;
em caso de opção pelo banho de imersão, utilização de apenas 1/3 do nível máximo da banheira;
* recolha da água fria corrente até chegar a água quente torneira, para posterior rega de plantas ou lavagens na habitação (em situação de escassez);
* utilização de recipiente para certos usos (lavagem de vegetais, de mãos, etc.) e reutilização no autoclismo ou na rega consoante apropriado (em situação de escassez);
* adopção de um modelo com menor caudal sempre que for necessária a substituição de um chuveiro;
* utilização de torneiras misturadoras, mono comando ou termo estáticas, que permitem também diminuir o consumo por utilização, já que permitem a redução do desperdício até a água ter a temperatura desejada (por eliminação do tempo de regulação da temperatura e facilidade de abertura e fecho);
* adaptação de dispositivos convencionais através da instalação de arejador, de redutor de pressão (anilha ou válvula) ou de válvula de seccionamento.
Torneiras (lavatório, bidé, banheira e lava-loiças)
* minimização da utilização de água corrente para lavar ou descongelar alimentos (com utilização alternativa de alguidar), para lavagem de louça ou roupa (com alguidar), para escovar os dentes (com uso de copo ou fechando a torneira durante a escovagem), para fazer a barba (com água no lavatório ou com utilização alternativa de máquina eléctrica) ou lavar as mãos;
* verificação do fecho correcto das torneiras após o uso, não as deixando a pingar;
* utilização da menor quantidade de água possível para cozinhar os alimentos, usando alternativamente vapor, microondas ou panela de pressão (poupando água, vitaminas e melhorando o sabor);
* utilização de alguma água de lavagens, enxaguamento de roupa ou louça ou de duches (com pouco detergente) para outros usos, como sejam lavagens na casa e, por períodos limitados, em rega de plantas (também para encher autoclismos, desligando previamente as torneiras);
* utilização da água de cozer vegetais para confeccionar sopas ou para cozer outros vegetais (no frigorífico dura vários dias);
* sempre que necessária a substituição de uma torneira, optar por um modelo com menor caudal;
* a utilização de dispositivos mais eficientes permite diminuir o consumo; entre os diferentes mecanismos existentes destacam-se as torneiras com maior ângulo de abertura do manípulo, com redutor de caudal, com dispositivo arejador, com dispositivo pulverizador, com fecho automático ou torneiras com comando electrónico;
* recurso a torneiras misturadoras, mono comando ou termo estáticas;
* adaptação de dispositivos convencionais através da instalação de arejador ou de redutor de pressão (anilha ou válvula).
Máquinas de lavar roupa
* consulta das instruções do equipamento, particularmente no que se refere 3 recomendações relativas aos consumos de água, energia e detergente;
* utilização da máquina apenas com carga completa;
* não utilização de programas com ciclos desnecessários (exemplo, pré-lavagem);
* selecção dos programas conducentes a menor consumo de água;
* regulação da máquina para a carga a utilizar e para o nível de água mínimo, se possuir regulador para esse fim;
* substituição de máquinas de lavar roupa no fim de vida por outras mais eficientes em termos de uso de água e energia e com maior flexibilidade para adaptação dos programas necessidades de lavagem.
Máquinas de lavar louça
* cumprimento das instruções do equipamento, particularmente no que refere 3 recomendações relativas aos consumos de água, energia e aditivos (detergente, sal e abrilhantador);
* utilização da capacidade total de carga sempre que possível;
* minimização do enxaguamento da louça antes de a colocar na máquina;
* não utilização de programas com ciclos desnecessários (por exemplo, enxaguamento);
* selecção de programas conducentes a menor consumo de água;
* regulação da máquina para a carga a utilizar e para o mínimo nível de água, se possuir regulador para esse fim;
* lavagem de louça na máquina em vez de a lavar mão;
* limpeza regular dos filtros e remoção de depósitos;
* substituição de máquinas de lavar louça no fim de vida por outras mais eficientes em termos de uso de água e energia e com maior flexibilidade para adaptação dos programas necessidades de lavagem.
Nota: As regras citadas têm a chancela da Quercus e se cumpridas por todos serão eficazes na redução do consumo de água, tão importante neste momento como forma de mitigar o impacto da seca que assola Portugal.
* ajuste do autoclismo para o volume de descarga mínimo (quando aplicável);
* uso de descarga de menor volume, ou interrupção da descarga, para usos que não necessitem da descarga total (e.g. urina);
* colocação de lixo em balde apropriado a esse fim, evitando deitar lixo na bacia de retrete e a descarga associada;
* redução do volume de armazenamento (colocando garrafas, pequenas barragens plásticas, etc.), evitando no entanto usar objectos que se deteriorem ou que impeçam o bom funcionamento dos mecanismos;
* não efectuar descargas desnecessárias do autoclismo;
* reutilização de água de outros usos para lavagem da bacia de retrete (em situações de escassez);
* aquisição ou substituição de autoclismos, eventualmente associados a retretes específicas, mais eficientes.
Chuveiros
* utilização preferencial do duche em alternativa ao banho de imersão;
* utilização de duches curtos, com um período de água corrente não superior a 5 minutos;
* fecho da água do duche durante o período de ensaboamento;
em caso de opção pelo banho de imersão, utilização de apenas 1/3 do nível máximo da banheira;
* recolha da água fria corrente até chegar a água quente torneira, para posterior rega de plantas ou lavagens na habitação (em situação de escassez);
* utilização de recipiente para certos usos (lavagem de vegetais, de mãos, etc.) e reutilização no autoclismo ou na rega consoante apropriado (em situação de escassez);
* adopção de um modelo com menor caudal sempre que for necessária a substituição de um chuveiro;
* utilização de torneiras misturadoras, mono comando ou termo estáticas, que permitem também diminuir o consumo por utilização, já que permitem a redução do desperdício até a água ter a temperatura desejada (por eliminação do tempo de regulação da temperatura e facilidade de abertura e fecho);
* adaptação de dispositivos convencionais através da instalação de arejador, de redutor de pressão (anilha ou válvula) ou de válvula de seccionamento.
Torneiras (lavatório, bidé, banheira e lava-loiças)
* minimização da utilização de água corrente para lavar ou descongelar alimentos (com utilização alternativa de alguidar), para lavagem de louça ou roupa (com alguidar), para escovar os dentes (com uso de copo ou fechando a torneira durante a escovagem), para fazer a barba (com água no lavatório ou com utilização alternativa de máquina eléctrica) ou lavar as mãos;
* verificação do fecho correcto das torneiras após o uso, não as deixando a pingar;
* utilização da menor quantidade de água possível para cozinhar os alimentos, usando alternativamente vapor, microondas ou panela de pressão (poupando água, vitaminas e melhorando o sabor);
* utilização de alguma água de lavagens, enxaguamento de roupa ou louça ou de duches (com pouco detergente) para outros usos, como sejam lavagens na casa e, por períodos limitados, em rega de plantas (também para encher autoclismos, desligando previamente as torneiras);
* utilização da água de cozer vegetais para confeccionar sopas ou para cozer outros vegetais (no frigorífico dura vários dias);
* sempre que necessária a substituição de uma torneira, optar por um modelo com menor caudal;
* a utilização de dispositivos mais eficientes permite diminuir o consumo; entre os diferentes mecanismos existentes destacam-se as torneiras com maior ângulo de abertura do manípulo, com redutor de caudal, com dispositivo arejador, com dispositivo pulverizador, com fecho automático ou torneiras com comando electrónico;
* recurso a torneiras misturadoras, mono comando ou termo estáticas;
* adaptação de dispositivos convencionais através da instalação de arejador ou de redutor de pressão (anilha ou válvula).
Máquinas de lavar roupa
* consulta das instruções do equipamento, particularmente no que se refere 3 recomendações relativas aos consumos de água, energia e detergente;
* utilização da máquina apenas com carga completa;
* não utilização de programas com ciclos desnecessários (exemplo, pré-lavagem);
* selecção dos programas conducentes a menor consumo de água;
* regulação da máquina para a carga a utilizar e para o nível de água mínimo, se possuir regulador para esse fim;
* substituição de máquinas de lavar roupa no fim de vida por outras mais eficientes em termos de uso de água e energia e com maior flexibilidade para adaptação dos programas necessidades de lavagem.
Máquinas de lavar louça
* cumprimento das instruções do equipamento, particularmente no que refere 3 recomendações relativas aos consumos de água, energia e aditivos (detergente, sal e abrilhantador);
* utilização da capacidade total de carga sempre que possível;
* minimização do enxaguamento da louça antes de a colocar na máquina;
* não utilização de programas com ciclos desnecessários (por exemplo, enxaguamento);
* selecção de programas conducentes a menor consumo de água;
* regulação da máquina para a carga a utilizar e para o mínimo nível de água, se possuir regulador para esse fim;
* lavagem de louça na máquina em vez de a lavar mão;
* limpeza regular dos filtros e remoção de depósitos;
* substituição de máquinas de lavar louça no fim de vida por outras mais eficientes em termos de uso de água e energia e com maior flexibilidade para adaptação dos programas necessidades de lavagem.
Nota: As regras citadas têm a chancela da Quercus e se cumpridas por todos serão eficazes na redução do consumo de água, tão importante neste momento como forma de mitigar o impacto da seca que assola Portugal.
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